Uma boa oportunidade da oftalmologia mostrar seu entusiasmo ocorrerá no dia 1º de julho, no Congresso Nacional. Foi convocada pelo Deputado Hiran, uma audiência pública para discutir principalmente a “DE”Capitation, a pedido do CBO e CFM. Estarão presentes ANS , CFM, Cremerj e órgãos afins.
O Doutor Israel Rozenberg, Diretor do Instituto de Olhos Leblon, no Rio de Janeiro, convida todos os oftalmologistas para participarem.

Colegas,

Teremos no dia 1/7/21, às 14h, Audiência Pública no Congresso Nacional convocada pelo Dep. Hiran, na qual se manifestarão as entidades maiores da Medicina, tais como ANS e CRMs, sobre modos de remuneração médica.

É excelente oportunidade de se atualizar sobre este tema controverso, onde a ética e os ganhos empresariais se misturam, muitas vezes de modo nefasto, contra o sagrado direito do paciente em ser bem atendido.

Especial relevância se dará ao tema Capitation, jocosamente alcunhado de “DE”Capitation, na qual uma só clínica ou grupo empresarial de clínicas, toma para si todos os pacientes de determinado convênio, a um preço fixo por paciente (daí o nome , caput = cabeça) – deixando ao relento todos os outros colegas de especialidade antes credenciados neste convênio.

Naturalmente a clínica ou grupo empresarial contratado por este sistema, e que recebe um valor fixo todo mês do convênio, tem que gastar menos nos atendimentos, para ter um lucro maior.

Se esta clínica recebe 500 mil reais para cuidar de 100 mil pacientes, ela indicará mais ou menos cirurgias de catarata ou glaucoma ?

Mais cirurgias = mais despesa a abater dos 500 mil reais fixos que recebe.

Vários locais do Brasil tiveram a Capitation instaladas na oftalmologia, muitos lugares credenciando colegas absolutamente despreparados para o volume proposto.

Colegas começam a reagir, inclusive judicialmente contra este sistema, que possivelmente arranha o Código de Ética Médico (prerrogativa do CFM analisar isto, claro).

Um ardil sútil de quem faz Capitation é colocar fellows no atendimento , de modo a baratear a despesa.

O paciente, óbvio , perde o direito de ouvir uma segunda opinião, pois só aquela clínica ou clínicas da mesma empresa vão atendê-lo.

Se os principais convênios nacionais fizerem Capitation, a gigantesca maioria dos consultórios e clínicas ficará sem estes credenciamentos (ou terão credenciamento pra inglês ver, onde só poderiam atender aos planos supertop, que têm número ínfimo de pacientes) .

Na audiência pública se manifestarão Deputados Médicos – eles tem o poder de fazer ou mudar leis.

O Deputado Hiran será o futuro Relator da nova Lei dos Planos de Saúde, que vai reger todo este sistema num tempo futuro.

Doutor, seja participativo.

Estão destruindo a Medicina como atividade liberal.

Israel Rozenberg