Em meio a polêmica repercutida nacionalmente na mídia quanto à legalidade e à ética da consulta à distância, a Fundação de Apoio da Universidade do Rio Grande do Sul – FAURGS abre processo seletivo para Teleconsultor Medicina – Especialidade Oftalmologia (cadastro reserva).
As inscrições tem que ser presenciais, exclusivamente na sede do Telessaúde RS-UFRGS, situada na rua Dona Laura, 320, 11andar, conjunto 1101, Bairro Rio Branco, e serão aceitas até o dia 29 de setembro de 2017.
A carga horária é de 10h semanais e a remuneração é de R$ 3.855,08. Contrato regido pela CLT.
As atribuições do cargo são: Teleconsultor Medicina – Especialidade Oftalmologia: Emitir parecer técnico, laudos de telediagnóstico, participar de atendimento assistencial, regular e responder as teleconsultorias oriundas de profissionais da Atenção Básica/ Atenção Primária à Saúde através dos serviços ofertados pelo TelessaúdeRS-UFRGS. Auxiliar na criação de materiais de apoio, como protocolos de encaminhamento e outros materiais para a área de teleducação.
Esse tema gerou muita discussão nos últimos meses. A telemedicina já é uma realidade em algumas especialidades médicas no Brasil e no mundo. Porém é importante que o candidato interessado saiba o posicionamento das entidades de classe a respeito do tema no Brasil.
A revista Jota Zero Digital, uma publicação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em 14 de julho de 2017 emitiu nota sobre o assunto. O título da publicação é: “Atendimento a distancia sem participação do médico é ilegal, afirmam entidades”. O texto diz que “as atividades de telemedicina devem contar com a participação de médicos em todas as pontas, numa relação direta e pessoal com o paciente.” Essa posição foi defendida em 14 de julho de 2017 “pelas principais entidades científicas e de ética médica do país – Conselho Federal de Medicina (CFM), Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Associação Médica Brasileira (AMB)-, em referência ao projeto Teleoftalmo – Olhar Gaúcho”.
Ainda segundo a publicação, “o projeto, resultado de uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde e a Associação Hospitalar Moinhos de Vento, com apoio do Ministério da Saúde, se propõe a oferecer exames oftalmológicos a distância, sem a participação direta de médicos em todas as fases do processo, contrariando as exigências expressas na Resolução CFM n 1.643/2002, que normatiza a prática da telemedicina no Brasil”.
O texto também esclarece que “o envolvimento de profissionais não-médicos em processos de diagnóstico e prescrição promove o exercício ilegal da medicina, desrespeita a legislação em vigor e causa imenso prejuízo à população, ao privá-la de atendimento médico adequado.”

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